Quando um paciente epiléptico é considerado curado

Epilepsia tem cura?

A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada por crise epilépticas que tendem a se repetir quando as pessoas não são tratadas. A definição clássica requer pelo menos duas crises não provocadas com um intervalo de pelo menos 24 horas entre as crises para se estabelecer o diagnóstico da doença epilepsia. Isso quer dizer que um diabético pode ter uma convulsão por hipoglicemia mas não será epiléptico por isso. É preciso que a pessoa esteja livre de causas externas como drogas, medicamentos, doenças graves, infecções, alterações de eletrólitos para que possamos considerar a crise como um sinal da doença epilepsia. Uma vez feito o diagnóstico, a maior dúvida dos pacientes é por quanto tempo deverão tomar medicação e se algum dia ficarão curados.

O principal objetivo do tratamento é o controle total das crises

O primeiro objetivo do tratamento da epilepsia é deixar a pessoa completamente livre de crises, sejam convulsivas generalizadas ou as focais quase imperceptíveis. Para isso preferimos controlar as crises usando uma medicação apenas, já que a associação de remédios aumenta o risco de efeitos colaterais. Entretanto, se necessário, combinamos medicamentos para um melhor resultado. Sabemos que epilépticos não controlados correm riscos, inclusive o de ter uma parada cardíaca por causa da epilepsia (SUDEP).

Nosso segundo objetivo é que o paciente esteja livre de crises e também livre de efeitos colaterais. Por fim, com as crises controladas e sem efeitos colaterais, a pessoa pode viver sua vida normalmente em todos os aspectos, assim atingimos esse terceiro objetivo do tratamento.

A duração do tratamento para epilepsia

Quando o neurologista consegue obter o controle total das crises e o paciente está bem adaptado com sua medicação, o próximo passo é saber por quanto tempo o tratamento deve ser continuado. Lembremos que a suspensão abrupta dos medicamentos por decisão do paciente é a principal causa de crises epilépticas graves que podem levar a hospitalização e até a lesões permanentes no cérebro. Por isso, a retirada da medicação dever ser feito pelo médico de forma lenta e gradual.

Algumas formas de epilepsia têm mais chance de cura que outras

Existem alguns tipos de epilepsia que acontecem até uma certa idade, quando o paciente atinge essa idade, ele poderá ser considerado curado. Nesse caso, a cura da epilepsia é decorrente do amadurecimento do cérebro que se torna mais estável. A Epilepsia rolândica é um desses tipos de epilepsia que desaparecem entre os 14 e 18 anos.

Também há aqueles que obtêm controle total das crises por tempos prolongados e o médico pode fazer a retirada se o paciente está há mais de 2 a 5 anos sem crises clínicas e não há razões para suspeitar que o mesmo voltará a ter crises com a retirada dos remédios. De acordo com a classificação mais recente da Liga Internacional contra a Epilepsia, um paciente é considerado curado se está há mais de 10 anos sem crises epilépticas e nos últimos 5 anos desse período ficou sem medicamentos para epilepsia.

A epilepsia é considerada curada quando o paciente está há mais de 10 anos sem qualquer tipo de crise epiléptica e está há pelo menos 5 anos sem medicações para epilepsia.

Viver a vida plenamente é o maior benefício do tratamento

É importante saber que não são todos os pacientes que se curam de epilepsia, mas a grande maioria atinge um controle total ou bastante satisfatório das crises e pode viver de maneira produtiva. Com os tratamentos novos em desenvolvimento, a esperança de vida normal vem se tornando concreta para a maioria das pessoas que enfrentam esse problema. Além disso, temos também a possibilidade de cirurgia em casos selecionados.

Se do ponto de vista médico e científico o tratamento da epilepsia tem avançado, na questão social ainda há muito o que melhorar. A doença ainda é cercada de preconceitos, o que pode ser mais limitante que as próprias crises. Devemos trabalhar para a conscientização da população, mostrando que a epilepsia não é contagiosa e não carrega qualquer valor que diminua a pessoa portadora. É importante que familiares, amigos e colegas de trabalho apoiem o paciente e ele se sinta seguro o tempo todo dentro da sua comunidade.

Roger Taussig Soares
Neurologista – São Paulo
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Comments
    • Olá Sílvio!

      Obrigado pela pergunta.
      Em geral, quando a epilepsia começa na fase adulta a chance de cura é menor.
      Isso porque a epilepsia do adulto costuma ser sintomática. Quer dizer, ela é um sintoma de alguma lesão adquirida no cérebro.
      As causas para lesões cerebrais podem ser: tramatismo craniano, acidente vascular cerebral, cisticercose, tumores e qualquer coisa que cause uma lesão focal.
      É importante fazer o diagnóstico com imagem para afastar doenças que precisam tratamento especial.
      Quanto às crises, felizmente costumam ser de fácil tratamento.

      abs!

  • Olá!

    Eu fui diagnosticada com epilepsia aos 17 anos, hj tenho 29, faço uso de 1 fenobarbital por noite, fico sem crises a anos, da última vez fiquei 3 anos sem crise, quando tive de novo, não cheguei a convulsionar, apenas senti uma ameaça de crise, isso já aconteceu 2x mesmo ano, devo me preocupar? Ou pode ser um sinal de q as crises estão cessando?

    • Olá Flávia,

      Infelizmente devo lhe dizer que “ameaça de crise” é crise mesmo. Acontece que uma crise epiléptica que fica restrita a uma parte do cérebro gera sintomas apenas relacionadas àquela parte.
      Por exemplo, uma crise restrita à região da visão, pode se manifestar com alucinações visuais; uma crise que pegue a região do hipocampo pode gerar sensação de cheiros estranhos; na região da insula pode causar um calafrio na barriga e assim por diante.
      A crise que não pega o cérebro inteiro é chamada de crise focal. As crises focais precisam de tratamento do mesmo modo que as generalizadas.
      Se quiser marcar uma consulta comigo, entre em contato pelo WhatsApp 11-94022-9838.

      🙂
      Roger Soares

  • Olá. Meu nome é Daniela e minha mãe foi diagnosticada com Epilepsia, faz mais de 10 anos que não teve episódio de crise… Mas, eu estou preocupada porque faz alguns dias que ela vem tendo alucinações ela está ouvindo coisas do tipo que querem matar ela… Será que é a doença querendo voltar?????

    • Olá Daniela,

      Esses sintomas não devem estar relacionados com a epilepsia.
      É preciso investigar melhor porque ela está tendo delírios de perseguição.
      Várias coisas podem causar esses sintomas paranóides, mas a epilepsia não é a causa mais provável.
      Leve-a em um neurologista ou psiquiatra.
      Estou à disposição no consultório.
      att

      Roger Soares

  • Olá Dr!
    Aos 07 anos de idade eu desenvolvi crises convulsivas. Logo, diagnosticada epilética
    Meus pais sempre foram muito preocupados, cuidados. Principalmente meu pai, ele me restringiu a muitas coisas devido essa condição, me via como uma inválida, devido o pouco grau de estudos dele, bem como por orientações médicas que eu nunca poderia ser curada.
    Fiz uso do medicamento Tegretol.
    Por volta dos 10,11 anos já não sentia mais as crises, e a médica decidiu que retirasse a medicação controlada de mim. Meu pai incrédulo procurou outro especialista e ele teve o mesmo entendimento da médica anterior.
    Aos 12 tive paralisia facial, causa não definida, já que em todos os exames, principalmente neurológicos, não se diagnosticou nada.
    Então, nunca mais tive crises e comecei a compreender as coisas.
    Hoje, tenho 22 anos, sou formada em ciências jurídicas, trabalho, viajo, namoro, bebo socialmente, vivo normal.
    Porém, meu pai ainda me ver como uma inválida, que tem “doença na cabeca”, que precisa de tratamento. E tambem escuro que não existe cura. As vezes tenho medo de voltar a ter e fico pesquisando.
    O senhor acha que me adequo neste caso de pacientes que tiveram o “amadurecimento do cérebro”?
    Muito obrigada pela informação!
    Que sua sabedoria sempre se enalteça
    Abraço!

    • Olá Emiliane,

      Com certeza você se enquadra nos critérios de cura para epilepsia. Quando a pessoa não tem crises há mais de 10 anos e não toma medicação há pelo menos 5 anos, ela é considerada curada da epilepsia de acordo com os conceitos atuais.
      Você pode viver sua vida normalmente, sem se preocupar com isso.
      A epilepsia, no seu caso, ficou no passado.
      abs

      • Eu tive crises de ausência quando tinha 8 anos, porém isso se agravou e me deu uma única convulsão dormindo. Me tratei com o medicamento Carbamazepina por 2 anos e os médicos suspenderam o medicamento. Hoje faz 10 anos que não tomo esse medicamento e não tenho nada de crises.
        Quero saber se posso beber cerveja e vinhos?
        Obs: Estou com 19 anos

        • Olá Igor,

          Acho melhor evitar o consumo excessivo de álcool. como você está curado da epilepsia, você pode beber mas com bastante moderação porque não sabemos se existe ainda algum risco de ter crises e o álcool aumenta esse risco.

  • Desde 2014 venho tendo convulsões. As vezes fico mais de 6 meses sem ter uma convulsão. Fiz tomografia e deu tudo ok . O que será que causa essas convulsões??

    • Olá Valdenice,
      A maior parte das pessoas com epilepsia não tem qualquer alteração nos exames de ressonância ou de EEG.
      O importante é fazer o controle com as medicações adequadas.
      Se quiser marcar uma consulta, estou à disposição.

      • Olá dr! Minha filha teve a primeira crise com 18 anos ela teve catapora neste mesmo periodo isto foi em 2018 ela teve 3 convulsões no período de 2 meses daí o médico receitou fenitoina meio comprimido metade de 100mg por dia as crisies não voltaram mais faz um ano que ela está sem crises.
        O eletrocefalograma deu lentidão no resultado.
        Por favor gostaria da sua opinião sobre este caso será que ela pode se curar?
        Desde já agradeço sua atenção!
        Abraco
        Isabel.

        • Olá Isabel,
          É difícil emitir alguma opinião sem ter examinado sua filha e os exames.
          Pelo que a senhora relata, é possível que ela tenha tido uma meningoencefalite relacionada ao vírus e isso pode ter afetado o cérebro dela.
          É preciso acompanhar para ver se o cérebro consegue se estabilizar.
          Depois de 5 anos sem crises, o médico pode tentar tirar os medicamentos. Se ela ficar mais 5 anos sem remédios e sem crises, ela pode ser considerada curada.
          abs

          Roger Soares

  • Olá Boa noite fui diagnosticada com pequeno mal já tem dez anos que tenho crises ,fico fora do ar por segundos em seguida vem bossejos é uma tristeza, depois da crise não consigo falar nem ouvir e fico mastigando e apertando a mão vc pode me dizer se posso ter cura , não tomo nem uma medicação. Obg

    • Olá Ana Cláudia,

      Aparentemetne você tem crises focais com comprometimento da consciência.
      É possível controlar suas crises com medicamentos que não vão interferir na sua qualidade de vida.
      Isso vai lhe dar mais segurança para suas atividades de trabalho, estudos e lazer.
      Invista num bom tratamento.
      Estou à sua disposição.

      Roger Soares

  • Oi doutor Em 2015 precisamente no dia 14 de Agosto tive uma convulsão a Tarde deitado na Minha cama eu trabalhava pela manhã e fui deitar para descansar um pouco . quando acordei estava cercado pela minha irmã e meu cunhado e meu Pai . que disseram q eu tinha dado uma convulsão fui ao hospital aki da cidade mas o médico clínico geral q me atendeu na época não me orientou a fazer exames disse q uma vez na vida seria normal e que poderia ter sido pelo cansaço a crise . só q após 1 mês e meio no dia 27 de Setembro tive outra convulsão dessa vez no trabalho daí fiz uma ressonância e deu no resultado uma fenda no Lobo Frontal Direito e tava dizendo q era sugestivo de Esquizencefalia . desde essa época tenho tomado Gardenal 2 vezes ao dia . mas mesmo assim tenho convulsão de 6 em 6 meses queria saber se tenho chance de cura ? Hj tenho 30 anos quando comecei a convulsionar eu tinha 26 anos. O médico Neurologista q eu fui disse q foi algo durante a gestação da minha mãe q afetou queria muito ajuda pra saber o q posso fazer. Desde ja agradeço. Meu nome é. Jaderson Moro em Ubá mg Deus Abençoe ao senhor Doutor..

    • Olá Jaderson,

      Como você tem uma alteração física no cérebro, é provável que você tenha que tomar remédios para controlar as convulsões por toda a vida.
      O mais importante é que tomando medicamento você possa viver normalmente e não tenha nenhuma crise mais.
      Acho muito possível que você fique totalmente livre de crises se você estiver com os medicamentos acertados.
      Se você ainda está com Gardenal, é melhor seu neurologista trocar por um remédio mais eficaz.
      Abraços

    • Olá doutor,tive a primeira convulsão pouco depois de ter bebê,e depois mais duas no intervalo de 1 cada uma.
      Fui ao neuro,fiz uma tomografia e foi constatado q o verme do porco tinha calcificado do lado esquerdo.
      Tomei medicação por 2 anos seguidos,carpamezepina 100mg. Depois o médico liberou e passei 2 anos sem crise,e num momento de muito estres e noites mal dormidas tive uma pequena crise.E hj tem 7 meses q voltei com a mesma medicação.Tem chances de parar a medicação um dia? Posso engravidar,sem gerar problemas para o bebê?

      • Olá Lídia,

        A carbamazepina não é a melhor medicação para tomar enquanto estiver grávida.
        Em geral as pessoas que tem epilepsia por neurocisticercose (o verme do porco) precisam tomar remédio a vida inteira.
        Meu conselho é que converse com seu médico e programem juntos para que você engravide no momento certo e com o melhor remédio para controlar suas crises e não fazer mal ao bebê.

        Abraços,

        Roger Soares

  • Olá DR! Aos 19 comecei as crises e desde então uso o oxcarbazepina, desde de lá já convulseonei 5 vezes, mas não fazia o tratamento correto,acha que posso me livrar da medicações?

    • Olá Vanucci,

      Ficar sem medicação vai depender se sua epilepsia é do tipo primária (idiopática) ou secundária a alguma lesão no cérebro. Na sua idade ainda é possível ter epilepsia primária, especialmente a epilepsia mioclônica juvenil, se for esse o caso, isso pode ser bem positivo.
      O que lhe aconselho é seguir o tratamento com o máximo de cuidado e ficar 5 anos sem crises. Aí seu médico vai poder tentar fazer a retirada da medicação.
      Siga com confiança e seja responsável com sua saúde.
      abs
      Roger Soares

  • Olá Dr. Roger, tudo bem? Tive a primeira crise convulsiva em 2007. A crise inicia com a chamada “marcha jacksoniana”, na mão direita, braço e por duas vezes cheguei a desmaiar. Fiz tratamento por uns 3 anos e fiquei 7 anos sem remédio e sem crises. Em 2017 ocorreu novamente, com perda da consciência. Reiniciei o tratamento com hidantal novamente. Hoje (14/06/2019), mesmo tomando medicação certinha há quase dois anos aconteceu de novo, sem perda de consicência. Já fiz ressonâncias e o diagnóstico é neurocisticercose. Há possibilidade de eliminar essas crises? Seria bom substituir o medicamento por outro ou somente aumentar a dose? Fico muito grato se me responder, pois esse problema tem me derrubado literalmente.

    • Olá Rogério,

      a primeira coisa a fazer é dosar a fenitoina no sangue. Se estiver baixa, é possível que apenas um ajuste de dose do Hidantal seja suficiente para controlar as crises.
      Mas caso esteja em um bom nível, seu médico deve considerar trocar a medicação.

      abs

      Roger Soares

  • Olá sou a Suelen!!!
    Doutor comecei a ter crises de convulsões em 2010, a maioria era de manhã acordava e já apagava, comecei a fazer o tratamento com a Carbamazepina 200 mg e depois d várias crises naquele ano e em 2011. Não tive mais convulsões, ainda tomo a medicação agora estou com 31 anos .
    Queria saber se por não ter mais nenhuma crise, se eu já poderia começar a suspender a Carbamazepina. Obg

    • Olá Suelen

      Você precisa ir no neurologista para avaliar por meio de exames se é possível retirar sua medicação.
      Em teoria, estando há mais de 5 anos sem crise, dá para tentar diminuir gradualmente a dose até parar.
      Mas somente seu médico pode fazer isso com segurança.
      Se quiser marcar consulta comigo, também estou à disposição.

      abs

      Roger Soares

  • Oi,meu nome é Bruna.
    Minha filha teve a primeira crise com 1 ano e 2 meses ,ela faz uso de fenobarbital durante a noite 1 vez,o neurologista pediátrico está fazendo a retirada gradativa de 5 gotas a cada 15 dias.
    Ela faz uso de medicamento de fenobarbital a quase 2 anos.
    No momento ela está tomando apenas 5 gotas e daqui 6 dias vai parar de tomar definitivo.
    Desde de que começou a fazer o uso do medicamento não teve mais crise.
    Quais são as chances de ter crise novamente?

    • Oi Bruna,

      Se a crise aconteceu quando ela estava com febre, a chance de ela voltar a ter crises é bem baixa.
      Mas ela vai precisar fazer um acompanhamento longo, só por garantia.

      abs

      Roger Soares

  • Boa noite Dr Roger Soares….Sou Jefferson e tenho minha filha de 3 aninho e ela foi diagnosticada de epilepsia…ela só da a crise no começo do sono….ela começou tomando Tegretol e mais ou menos a cada mês dava uma crise só que demorada….e a médica trocou pelo Valpakine …na troca que foi diminuindo aos poucos o tegretol demorou 3 meses pra dar crise ….só que por este mes ela deu 4x com espaço de 4 dias bem rapida de mexer somente o brasinho esquerdo nós estamos preocupado a medica disse que ela esta na dosagem correta ..(1ml de 7:00 da manhã e 1,5ml as 19hs minha filha tem 12,5kg.)…Dr nós… principalmente minha esposa estou com medo dela até entrar em depressão….não dorme direito vou trabalhar e ela fica com nossa filha e na parte da tarde que ela da soninho minha esposa ja fica daque jeito……senhor sei que vai tempo para cura pois parece que o dela é beniguina ……mas queremos o controle total da crise …e não ficar dando com estes espaço curto de tempo …tem jeito Doutor

    • Olá jefferson,
      Imagino que você e sua esposa estão muito preocupados.
      Mas vocês estão fazendo tudo o que precisam. Sua filha está tendo tratamento e acompanhamento com médico.
      Vocês dão os remédios nas horas certas.
      É preciso seguir o tratamento e as orientações médicas para que sua filha fique bem.
      De resto é ter paciência e não perder a esperança. A maior chance é que ela viva uma vida normal com o tratamento certo.
      Força!

      abs
      Roger Soares

  • Meu filho teve a primeira crise com 8 meses, repetiu com 1ano3 fez eletrocefalograma e entrou com fenobatital. 1ano8 nova crise aumentou a medicação. Agora cm 2anos4 outra crise..obs ele é gêmeo 36s é todas as crises estava com febre mas medicado.o eletro deu alteração,as crises dele pode ser somente febril e curar com o amadurecimento do cérebro ou com o histórico possa ser epiléptico?

    • Olá Kellem

      Quando as crises febris se iniciam ainda no primeiro ano de vida, o risco de continuarem como epilepsia é mais alto. Além disso, se as crises pegaram apenas um lado do corpo a chance de ser epiléptico é ainda maior. Quando as crises são esporádicas e acontecem a partir do segundo ano, muitos médicos preferem não tratar. Mas no caso do seu filho, acho que foi bem indicado o tratamento. Continue acompanhando com o neuropediatra.
      Roger Soares

  • Boa noite, Dr. Minha filha começou há duas semanas dizer que estava vendo as coisas de
    longe balançando, e em menos de um minuto normalizava. Aconteceram uns 5 episódios: 3 em frente à tv (mesmo com a tv desligada) e 2 na quadra de esporte ao ar livre. Ela sempre foi uma criança saudável, nasceu de cesárea 40s semanas, 4kg e nunca teve nada. A neuro avaliou no consultório e ela está ótima. Pediu eletroencefalograma e deu atividade epileptiforme ocasional generalizada na parte
    posterior. A médica já indicou medicamento e disse que parece que corresponde a crise de ausência (embora ela nunca tenha tido, pois durante as distorções visuais que duram segundos ela continua normalmente suas atividades). Não é muito cedo para entrar com medicação? Não são necessários outros exames?

    • Olá Mari,

      Infelizmente é difícil eu comentar o caso sem ter visto sua filha e feito um exame detalhado.
      A consulta médica é importante para obter detalhes de história e procurar indícios que apontem para um diagnóstico correto.
      Uma vez confirmada a doença em questão, aí se inicia o tratamento.
      Realmente, pelo seu relato não sei dizer se sua filha tem epilepsia ou outro problema neurológico. Existem várias doenças que podem causar esse balanço da visão.
      Se quiser marcar uma consulta comigo, estou à disposição.

      atenciosamente,

      Roger Soares

  • Olá
    Meu filho tem 6 anos e começou e a ter convulsões a 3 meses , ele fez o eletroencefalograma e deu epilepsia ele está tomando Depakene e clobazam e mesmo assim , ainda tem crises e ele também tem um tipo de espasmo ou uma crise curta não sei ao certo , é muito rápido ele está bem e do nada ele grita o olho vira e ele se desequilibra o neuro aumento a dosagem mais esses ” espasmos ” continuam , não sei o que fazer

    • Olá,

      O mais importante é ter uma boa classificação das crises. Se clinicamente e com o EEG não se tem dados suficientes, recomendamos a realização de um videoEEG.
      Uma vez feito o diagnóstico preciso do tipo de epilepsia, o caminho é utilizar as medicaçoes mais apropriadas para cada caso.
      Acho que ainda tem muito a se fazer pelo seu filho e se precisar de mim estou à disposição.
      O telefone do consultório é 11-3266-7024.

      Roger Soares

  • Olá doctor! Chamo-me Niusa, comecei a ter crises epiléticas em 2015, na altura tinha 15 anos. As convulsões passaram a ser mais frequentes em 2017 até 2018. Mas neste ano não são tão frequentes, as convulsões têm diminuído bastante. Será um sinal de que estou a ser curada da epilepsia?
    (Nunca fiz medicações)

    • Olá Niusa,
      Infelizmente fica difícil opinar sobre o seu caso.
      Procure um médico para verificar e confirmar seu diagnóstico de epilepsia.
      Caso seja confirmado, tome os medicamentos indicados regularmente.
      Não tratar coloca você em risco de ter alguma lesão no cérebro por causa das crises.

      abs
      Roger Soares

  • Meu filho teve a primeira convulsão depois de caso grave de apendicite aguda e de lá pra cá fãs tratamento com depakebe já faz 2 anos e meio que não tem mais crise será que posso ficar tranquila que ele vai se curar disso agora ela está com 21 anos quando começou ela tinha 15 anos

    • As notícias parecem boas, Edna.
      O negócio é ter paciência e torcer para que ele não tenha nenhuma crise.
      Insista para que ele tenha sempre um sono regular e não beba álcool.

      att

      Roger Soares

  • EEG Digital e analise quantitativa (MAPEAMENTO CEREBRAL)alterado,evidenciando paroxismos frequentes de pontas, ondas agudas e poliponta-onda em ambos hemisferios cerebrais
    medico falou que estou com eplepsia leve.receitou carbamazepina
    é grave,tem cura.tenho 57 anos

    • Olá Davi,
      Não é possível emitir uma opinião sem ter visto seus exames e conversado com você.
      Se quiser que eu faça uma revisão do seu caso mesmo à distância, entre em contato com minha secretária pelo WhatsApp 11-94022-9838.

      abs

      Roger Soares

  • Olá Doutor,
    O meu filho começou a ter crise com 7 anos, teve algumas até q começou a tomar trileptal. Hoje ele está com 9 ano, e já não tem crises há 12 meses, o único problema é que ele tomar 1200mg por dia, e fica “lento” as vezes, com quanto tempo sem crises, o médico deverá começar a diminuir a dose?
    Obs: nós moramos no exterior e os médicos não são tão claros aqui

  • Olá Doutor,
    O meu filho de 9 anos, quando tinha 8 anos, teve um total de 7 crises em 3 meses, então começou a tomar a oxcarbazepina 600mg/dia, 2×300, ficou 6 meses sem ter crises, aí teve uma crise de 3 minutos daquelas que não responde, não fala, então o médico aumentou para 1200mg/dia, e desde então ele não teve mais crises, já são 12 meses sem crises. Ele joga futebol e treina jiu-jítsu, mas as vezes fica muito lento e fala enrolado, principalmente após tomar o remédio. O senhor acha q a partir de quanto tempo sem crises essa dose pode começar a ser menor? Passar de 600 para 1200 foi correto? Estamos no exterior e os médicos não são tão claros.
    O senhor acha q ele vai ser curado?
    Obrigado
    Igor

    • Olá Igor,

      Acredito que seria interessante fazer um teste no sangue para ver qual o nível da carbamazepina. mas para isso você precisará conversar com o médico que o está atendendo.
      Antes de pensar em tirar o remédio ou em cura, é preciso ter certeza que ele está totalmente sob controle e que não tem sinais de intoxicação pelos medicamentos.
      Peça para fazerem o exame de sangue.

      Abs
      Roger Soares

  • Meu nome e nadila.Meu filho teve sua primeira crise com 2 anos e 11 meses fez o EEG e no meio do exame ele sentiu a crise, depois ele foi medicado para que fosse acabando a crise msm desacordado com a crise e o efeito do sedativo o neuro pediu uma ressonância, e conseguimos fazer na mesma hora. Mas graças a Deus não deu nada. Mas ele foi diagostinado com epilepsia, ele está tratando com o depakene. Dia 5 de agosto de 2019 fez um 1 ano de tratamento com o remédio e graças a Deus não teve mais crises. Podemos ter esperança de que ele está se curando?
    Obs ele faz um gesto com as mãos como se tivesse muito ansioso o neuro disse que é normal que com o tempo ele não faz mas isso será que isso é devido ao problema?
    muito obrigado.

    • Tem muito boas possibilidades!
      tomara que ele continue sem crises e depois de 5 anos sem elas, possa suspender as medicações.
      Sempre siga os conselhos do seu médico.

      att

      Roger Soares

  • Bom dia,meu nome é Roberta, tive meningite aos 16 anos,e a sequela foi as convulsões q tenho,hoje estou com 45 anos,e continuo tendo,as vezes fico tempo sem ter,mas as vezes tenho 2 crises no mesmo mês, tomo 1 gardenal por noite,acha q ainda posso ter cura,por não ter nascido com esse problema, obrigada.

    • Olá Roberta,

      Em casos de epilepsia secundária a meningite, a chance de ficar sem remédio é pequena.
      Mas tem algo muito mais sério no seu caso!
      Você está tomando um remédio inadequado para você porque mesmo com tratamento está tendo crises.
      isso é muito perigoso!
      O correto é trocar sua medicação por uma que segure commpletamente as crises e não cause os problemas que o Gardenal pode dar.
      para marcar consulta, entre em contato pelos números 11-940229838 ou 11-32667024.

      abs

      Roger Soares

  • Olá doutor…estava procurando respostas na internet e cheguei à sua página.
    Aos 18 anos tive uma convulsão muito forte depois de jogar bola na rua.
    Iniciei um tratamento e comecei a ter sensações diferentes, ia de um sentimento de saudade a uma sensação de prazer ou tristeza profunda. Pegava da barriga pra cima e terminava virando os olhos e retorcendo o corpo.
    Passado o tempo, meu corpo passou a andar ou fazer movimentos estranhos durante as crises. Eu não me lembrava do que acontecia…Perdi meu emprego por uma dessas crises que só evoluiram e as pessoas comentavam que eu estava incorporando alguma entidade.
    As crises eram frequentes, mesmo tomando a medicação…tive as crises de todas as formas,até mesmo a interna que dava até mesmo ao ouvir uma música e durante 25 anos, foram apenas 4 desmaios.
    Um fato curioso é que mais acontece em ônibus cheio…meu corpo perde a consciência e sai andando dentro do ônibus…
    Por muitas vezes minha consciência acordou e meu corpo estava em pé no quarto conversando…ouvindo vozes… ( já procurei ajuda espiritual e nada )
    Em crise cheguei a andar 4 km durante a madrugada….
    Já são 25 anos com essa agonia que não tem fim…
    acabei de perder outro emprego,após ser promovido…
    Isso não tem cura ?
    Obrigado !

    • Olá Waderson,
      Imagino que tem sido uma luta para você conviver com esses sintomas. Pessoas leigas podem ter dificuldade em entender o que você passa e até achar que é algo espiritual.
      Entretanto, com os exames adequados é possível fazer um diagnóstico mais preciso. Dependendo dos achados, existe tratamento para controlar completamente seu problema.
      Para marcar uma consulta, entre em contato pelos telefones 11-32667024 ou 11-940229838.
      Vamos lhe ajudar a viver uma vida normal.

      abs

      Roger Soares

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