Tratamento cirúrgico da doença de Parkinson

Em pacientes com doença de parkinson cujo tratamento não alcança os resultados desejados ou existem efeitos colaterais graves relacionados à medicação, tais como as discinesias flutuantes, yo-yoing e outros, pode ser indicado um tratamento cirúrgico para a doença.

As primeiras cirurgias para a Doença de Parkinson se baseavam na realização de uma lesão por radiofrequência em alvos determinados na região dos gânglios da base. O inconveniente desse tipo de procedimento é que se a lesão é maior do que a planejada, a cirurgia pode resultar em perda de força de um lado do corpo, semelhante à causada por um acidente vascular cerebral. Alguns procedimentos foram proscritos, como certas lesões cirúrgicas bilaterais porque causavam a perda da linguagem e uma paralisia geral (mutismo acinético).

Atualmente, temos uma opção mais moderna para casos selecionados que consiste na introdução de um dispositivo intracerebral para a estimulação elétrica dos alvos escolhidos. Essa técnica é denominada "deep brain stimulation (DBS)", ou em português, "estimulação cerebral profunda". As vantagens dessa estratégia incluem um menor dano cerebral (não se causa lesão por radiofrequência) e os geradores dos pulsos elétricos que ficam implantados sob a pele podem ser controlados remotamente para um melhor ajuste da "dose" de descargas necessária para controle dos sintomas. Apesar do avanço nos mapas computadorizados tridimensionais do cérebro que auxiliam no implante dos estimuladores nos locais precisos, essa cirurgia requer habilidade e experiência do neurocirurgião. Felizmente temos grandes especialistas em implante de DBS em São Paulo.

Todavia, é necessário um bom preparo e indicação do procedimento pelo neurologista responsável pelo paciente que saberá dizer o melhor momento para a cirurgia. Via de regra, a doença deve estar avançada a ponto de não responder mais satisfatoriamente ao tratamento medicamento e o paciente deve ter efeitos colaterais desses medicamentos, mas ainda ter resposta bem definida à levodopa. Também é necesssário que o paciente não tenha declínio cognitivo pela doença. Tudo isso é avaliado e analisado pelo neurologista para que a cirurgia tenha maiores chances de sucesso.

Outro problema é o custo desses sistemas eletrônicos ainda bastante dispendiosos. É preciso preencher os requisitos dos protocolos de indicação para que os convênios médicos aceitem pagar pelo custo algo dos aparelhos, da cirurgia e do hospital.

De qualquer modo, essa é mais uma abertura no horizonte do tratamento para os pacientes parkinsonianos que cada vez mais convivem harmonicamente com a doença, graças aos novos tratamentos disponíveis.

Para visualizar o esquema de colocação da DBS, assista ao vídeo relacionado ou clique no link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=B6sqV7bEPo0&feature=related

 

 
 
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